São Resíduos de Aparelhos Elétricos Eletrônicos (RAEE) chamados popularmente no Brasil de “sucata de informática”, “lixo eletrônico” ou “lixo tecnológico” e, no exterior, é chamado de WEEE (Waste Electrical and Electronic Equipment), Electronic waste ou e-Waste (também e-lixo).
Devido ao fato de aparelhos eletroeletrônicos conterem muitos componentes considerados tóxicos e não biodegradáveis, surgiram empresas como a OTSER, com o intuito de dar a correta destinação para esses materiais. Ou seja, não mandar nada para os comuns “lixões” prejudicando solo, ar e até mesmo intoxicando os seres humanos.
O rápido avanço da tecnologia e o baixo custo de aquisição levam anualmente à substituição de milhões de aparelhos, resultando num crescimento deste problema em todo o mundo. Estes produtos podem ser uma fonte valiosa para a reciclagem de matérias primas, quando tratados apropriadamente; caso contrário, são altamente tóxicos. Atualmente no Brasil, as iniciativas para a reciclagem da sucata de informática surgem do interesse das indústrias conscientes das suas responsabilidades ambientais, outras vezes parte de um mercado em final de vida para o reaproveitamento de peças. Neste contexto a desmanufatura de equipamentos obsoletos é a única alternativa viável, devido ao custo do processo, a tendência é que haja a cobrança para a coleta e retirada do lixo eletrônico, realidade que ainda não é possível.
Que materiais posso chamar de lixo eletrônico?
Compõem o lixo eletrônico os seguintes equipamentos:
Informática e comunicações (monitores, PC’s, impressoras, telefones, fax etc.);
Eletrônica de entretenimento (televisores, aparelhos de som, leitores de CD etc.);
Equipamentos de vigilância.
Com que tipo de material a OTSER trabalha?
A OTSER trabalha com todos os materiais eletrônicos (vide pergunta anterior).
Como funciona a reciclagem no Brasil?
A legislação brasileira trata os resíduos pelo elemento contaminante e determina o seu tratamento, porém apenas alguns manufaturados dispõem de normas legais de descarte, como pilhas e baterias, que são recebidos pelos fabricantes sem custo para o consumidor. A maioria dos produtos ainda não dispõe de leis específicas e tem seu custo ambiental pago pelo usuário.
Por conta da falta de informação, resíduos tóxicos como monitores e reatores são vendidos como sucata e o que não é reaproveitado; vidro chumbo, fósforo, capacitor de ascarel e DHEP, vão parar no aterro sanitário. Boa parte do setor produtivo, como é o caso de várias parceiras da OTSER, envia seus resíduos para empresas de tratamento certificadas ambientalmente, uma tendência positiva cada vez mais comum. À frente estão empresas que seguem as Normas ISO para gestão ambiental ou acatam a Norma ABNT-NBR 10004, porém essa falta de informação não deixa de ser um problema alarmante.
Na Europa, diferentemente daqui, tudo aquilo que for produzido deve ser destinado corretamente pelo fabricando. Infelizmente, essa não é a realidade brasileira. Porém, a OTSER vem achando parceiros, que estão dispostos a iniciar esse processo da maneira correta ambientalmente e socialmente.